MARES PELO RISO DA POETICIDADE
Jomard Muniz de Britto
Para anunciar o mês próximo nada melhor do que relembrar o texto-síntese da poeta-pesquisadora Maria Alice Amorim: “la mer/o mar/toujours/iemanjá". Além da devoção pela paisagem da Rainha, precisamos saudar a estréia do amigo Daniel dos Santos Lima e seu inédito conjunto de livros: POEMAS (CEPE).
...“E ao chegar fevereiro
ainda serás imortal
da trágica imortalidade dos palhaços
das colombinas e dos arlequins”...
No país da carnavália perdurante, esqueçamos a tragédia do meio-inteiro ambiente que se faz presença antes durante depois das folias metropolitanas. Mesmo que tentemos o não ser dos arlequinais e palhaços famigerados. Da Região Serrana aos mangues dormentes do Beberibe, outras Holandas em Olindas incendiárias pelo Eu acho é pouco. Insegurando as coisas e feitiços. Inabaláveis e utilíssimas paisagens envenenadas por foliões em trânsito. Pelas diferenças e adversidades, este novo Daniel continua sendo nosso transgressor tão contemporâneo quanto extemporâneo:
...“Mês leviano, essencial
eterno e contingente
No dia em que o perderes
com ele perderás a tua mocidade
e terás assinado antes da hora
um pacto de morte com a tristeza
e seus horrores”...
Se Iemanjá habita mas não reside neste país das maravilhas, nossas paisagens se transfiguram pelo poeta sem medo da paixão e dos mares da poeticidade. Sem medo da retórica das monoculturas nem da memória dos álbuns de família.Sem temer o riso perfurante danielino. Riso-ironia-sarcasmo pela dialética sem síntese. Todas as antíteses, paradoxos, críticas culturais, desde que o "Brasil não é estado confessional", conforme análise histórico-sociológica de Roberto Martins. Sem medo das citações necessárias.
...“Navega sempre os mares das palavras
mas sabe-as sempre incertas, imprecisas,
bem longe da Palavra que procuras
A exata palavra.
Não há palavra exata no poema.
Há beleza.
E a beleza é inexata e equívoca.”
Aos novos leitores de Daniel dos Santos Lima, todos no dia 2 de fevereiro, às 19h, no auditório da Livraria Cultura do Recife, vizinha do Paço Alfândega e da Galeria Arte Plural.
Outras notícias navegantes e bem humoradas: atentadospoeticos@yahoo.com.br
MEU PERFIL
BAÚ DA LITERATURA
-
▼
2011
(22)
-
▼
março
(14)
- IN MEMORIAN
- A INDESEJADA BATENDO À PORTA DO VIZINHO DE SALA
- ARTISTA GLOBAL EM SERTÂNIA
- CONVITE - CELEBRAÇÃO DO ANIVERSÁRIO DE TRÊS ANOS D...
- VEM AI “SUPERMOONS”
- MOLDURA DA SAUDADE
- PRAZERES BARBOSA - MAIS UM TRABALHO DE SUCESSO NA ...
- OS GRÊMIOS ESTUDANTIS
- DIA INTERNACIONAL DA MULHER NA ETE - AFS
- AVISO - BUDEGA DA POESIA EM ARCOVERDE
- VÍDEO - ANJO AGÔNICO
- ARROCHA NEGRADA
- IN MEMORIAN
- CARNAVAL DE 1976
-
▼
março
(14)
POEMAS FLÁVIO MAGALHÃES
Dentro de mim
mato deuses, quebro esfinges
dilato o caos concreto
das estrelas incolores.
Dentro de mim
anjos carregam
em suas asas
buquês de espinhos
em busca de infinitos prelúdios.
Dentro de mim
destinos amordaçados
esculpem segredos
cortam angústias
escarlates da paixão.
Dentro de mim
O impossível navega silenciosamente
Em busca de um cais imaginário
Provando no mais profundo abismo
Que eu nada sou.
INSISTÊNCIA
Caiu uma Napalm
no caminho de vidro.
Amargos oceanos
insistem dentro do colete
A circunstância do êxtase
Na faca verde do destino
Insisto na solidão.
Maquio a face-louca
para sobreviver a idéia.
SINAL VERDE
O velho
que cuidava
dos animais.
Morreu de punhos cerrados
Pela previdência.
O gato
atropelado
pelo carro bêbado
ressuscitou um cock-tail
de metáforas sangrentas
nos limites
da Avenida-vidro.
SINAL VERMELHO
O velho
de vidro
cerrou os punhos
do gato bêbado.
O Carro limite
Atropelou as metáforas
Ressuscitou um cock-tail
De animais
Sangrentos da Previdência.
SINAL AMARELO
O Velho de
metáforas
atropelou um cock-tail
de carros sangrentos.
O gato de vidro
ressuscitou limites
de animais atropelados
pela bêbada previdência.
PELAS RUAS
Hoje sai pelas ruas
Queria fazer um poema
Leve como o amor
Um poema mágico
Um poema azul.
Hoje sai pelas ruas
Queria fazer um poema
Que acabasse com a
Solidão das pessoas
Um poema solução
Um poema amarelo.
Hoje sai pelas ruas
Queria fazer um poema
Para ti, não te encontrei
Um poema real
Um poema negro.
Hoje sai pelas ruas
Queria fazer um poema
Que protegesse a flora
E não acabasse com a fauna
Um poema índio
Um poema verde.
Hoje sai pelas ruas
Queria fazer um poema
Que unisse os homens
Um poema livre
Um poema vermelho.
SEM RAZÃO (POEFUSO)
Não
Me
Pergunte
Sobre
O amor
Porque
Eu
Viro
Uma
Cripta.
UM HOMEM VELHO
Você trilhou minha estrada
Atravessou ruas comigo
Deixou que eu escolhesse meus heróis
De repente não estava perto de mim
Havia uma cilada
As balas não eram de hortelã.
Anjos (destinos) guarda estavam de férias.
Queria ver seus cabelos brancos
Ouvir seus conselhos sobre a vida
Você o homem velho que não vi.
A meu pai, Sebastião Flávio Magalhães,
que foi assassinado aos 29 anos em 1972.
SACÓRFAGO
Saudades de um amor mágico
Angústia cigana no meu peito
Vivo o imperfeito trágico
No teu amor pretérito perfeito.
Que pena! O soneto saiu torto
Rima estranha me seduz
Punhal frio atracou no porto
Farol distante, uma luz reluz.
Aquele gosto de sangue na boca
Um grito seco, noturno de emoção
Ardentes certezas, vontade louca.
Pensamentos flutuam, único conforto
Para que viver na tua ilusão
Se eu preferia estar morto.
CORDEL CANCERIANO
(In Memorian de Zilmo Siqueira)
Solidão do quarto acesa
Tristeza em cima da mesa
A Poesia, única medida
Para amenizar a vida...
As contas a pagar
Alguém para amar
Mas a morte veio
Armou emboscada no meio
Deu um sopro no destino
Deixou o repente sem tino
Levando das borboletas as flores
Sugando o néctar das cores...
MARES PELO RISO DA POETICIDADE
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011Postado por Garganta Magalhaes às 05:39 0 comentários
"Ex-beatle Pete Best "
terça-feira, 11 de janeiro de 2011Vitória, 9 jan (EFE).- O ex-beatle Pete Best fez na noite deste sábado sua primeira apresentação em Vitória, na qual dividiu o palco com a banda capixaba Clube Big Beatles.
O show desta noite aconteceu na casa de shows Spírito Jazz, e fez parte do projeto Sócio de Carteirinha, promovido pelo Clube Big Beatles e que reúne uma vez ao mês importantes nomes da música nacional e internacional.
Ao lado do Clube Big Beatles, Pete Best relembrou clássicos do rock n' roll do fim da década de 1950 e começo da de 1960, período em que tocou ao lado de John Lennon, Paul McCartney e George Harrison.
O primeiro baterista dos Beatles ainda voltará ao palco neste domingo, na Praia de Camburi, a principal da capital capixaba, para um megashow no qual dividirá o palco com João Barone, dos Paralamas do Sucesso.
Barone também subiu ao palco neste sábado, e se arriscou até nos vocais, ao cantar o clássico Money, lançado pelo "Fab Four" no álbum "With The Beatles", de 1963.
Na manhã deste sábado, Pete Best visitou a comunidade Morro do Alagoano, também em Vitória, e se emocionou ao tocar junto com a bateria da escola de samba local Novo Império.
"Foi muito especial participar desse encontro, eu nunca tinha visto uma escola de samba de perto. E ainda tive a oportunidade de tocar com eles", disse à Agência Efe o primeiro baterista dos Beatles.
Pete Best fez parte dos Beatles de 1959 a 1962, quando foi demitido para que Ringo Starr pudesse entrar na banda. O episódio é considerado um dos mais controversos da história do rock n' roll, porque John, Paul e George não quiseram anunciar que o baterista estava perdendo o emprego, missão que coube a Brian Epstein, o empresário do grupo.
Nos anos seguintes à demissão, Pete, que estava nos Beatles na passagem da banda por Hamburgo, fase considerada como fundamental para seu amadurecimento, abandonou a música chegou a trabalhar em uma padaria, antes de conseguir um emprego público.
O primeiro baterista dos Beatles passou por um longo período de depressão no qual chegou a tentar suicídio, e só voltou à música em 1988, quando montou uma banda e passou a excursionar pelo mundo.
Postado por Garganta Magalhaes às 02:49 0 comentários
O MUNDO A 40 ANOS....
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011( By:Flávio Magalhães;e-mail jfomagalhaes@hotmail.com)
Postado por Garganta Magalhaes às 03:56 1 comentários
XXIII SEMANA ESTUDANTIL DE ARTES DE SERTÃNIA
terça-feira, 4 de janeiro de 2011XXIII SEMANA ESTUDANTIL DE ARTES DE SERTÃNIA (23 A 29 DE JANEIRO DE 2011)
A Semana Estudantil de Artes de Sertânia é o maior evento cultural do Município e um dos maiores do estado de Pernambuco,onde são envolvidas atividades na área de artes:
Plástica;cênicas;literatura;cinema;vídeo;fotografia;música;cultura popular e esportes...
A Semana Estudantil se destacou em várias décadas,principalmente nas de 60 e 70,quando foi iniciada pelo Grupo Disparada,Ésio Rafael,Anacleto(Padin),Zé Carneiro,entre outros,(Grupo de Movimento Artístico Cultural),iniciou um movimento que envolvia teatro,música,e a criação de um Jornal,o qual culminou com a realização da Semana de Arte de Sertânia,abalando com as estruturas da cidade e não teve como dar continuidade do evento...A Imprensa chegou a classificar Sertânia como uma das cidades que melhor representava culturalmente o Estado,só Olinda,Cabo do Sto. Agostinho e Caruaru,tinham forte movimento cultural,matéria que saiu no Diário da Noite,por Heber Fonseca,meados de 70...
Nos anos 80 outros jovens deram continuidade,destacando-se a Casa de Estudante de Sertania(CELA),tendo a frente o Aurino Severo (Aurino Capitão),e deram a seqüência ao Evento,consolidando o nome de Semana Estudantil de Sertânia.Infelizmente em alguns anos não houve uma seqüência da Semana Estudantil e apesar de todas as dificuldades e a falta da visão de vários políticos locais e dos órgãos responsáveis pela “cultura” do Estado,o Movimento continua bem vivo,trazendo para região artistas de peso como os teatrólogos Hermilo Borba Filho,Vital Santos,Joacir Castro;Artistas Plásticos: Paulo Brusck e Sergio Lemos;Escritores: Alberto Cunha Melo;Marcelo Mário Melo;Cantores e Compositores: Zeto; Zé Marcolino,Maciel Melo,Cátia de França,Violinista: Ednaldo Queiroz;Violeiros: Pinto do Monteiro,Lourival Batista,Jô Patriota,Zé Catota,João Furiba,Sebastião Dias,Rogério Menezes,etc Declamadores como Lirinha ex-integrante do Cordel do Fogo Encantado;Dedé Monteiro e Raudênio,Personalidades como Pe. Reginaldo Veloso,Fernando Lira,Paulo Rubem Santiago;Prof. José Rabelo de Vasconcelos;Grupos de dança: Balé Popular do Recife,Balé Retornança;Balé Brincantes;Farra Faceira, etc. Corais: CHESF;UFPE;TCE-PE além de valores locais:
Cia Teatral Primeiro traço;Cristina Amaral,Banda Moxotó,Valmar Belarmino,Gato Velho,Marcos Cordeiro,Maestro Francisquinho,Luiz Carlos Monteiro,Chico Arruda,Antonio Amaral,Jairo Araújo,Balé Elisabeth Freire,Valdemar Cordeiro,César Amaral,Raimundo Laet,Gato Novo,etc
Esperamos que a Semana Estudantil de Artes de Sertânia,que nesse ano Homenageia o Centenário de Waldemar Cordeiro e os 20 Anos da morte do Maestro Francisquinho,contribua cada vez mais com a consciência e integração da nossa população... que a cultura é fundamental para o crescimento da nossa cidade.
jfomagalhaes@hotmail.com
Postado por Garganta Magalhaes às 10:55 0 comentários
UMA HISTÓRIA LINDA DE AMOR !
terça-feira, 28 de dezembro de 2010UMA HISTÓRIA LINDA DE AMOR !
Este conto faz parte de um livro que ficará pronto em fevereiro (capa abaixo), junto com outros contistas.
Contos Fantásticos 2011. Mais uma conquista da CBJE. Se desejar comentar, ficarei feliz
.
http://www.camarabrasileira.com/cf11-003.htm
A moça das flores e o tropeiro
Francisca nasceu no século XIX em uma fazenda do interior paulista. Aprendeu a costurar e bordar. Naquela época uma boa moça tinha que possuir tais habilidades. Mas o que ela realmente apreciava era cavalgar pelos campos, contemplar a beleza da região, sentir o vento em seu corpo, em seus longos cabelos. Gostava de observar pássaros e flores, vivia em harmonia com a natureza. Todos os jarros do casarão eram abastecidos com flores que ela cuidadosamente escolhia e colhia, por isso a chamavam carinhosamente de “a moça das flores”.
Certo dia quando Francisca foi colher flores, próximo de um rio que cortava a fazenda, percebeu a aproximação de um tropeiro que lhe despertou atenção. Apesar do traje rústico dele e da aparência cansada, observou profundamente seus olhos azuis, parecia um príncipe.
Por alguns instantes os dois se entreolharam, foram tomados pela magia do encantamento, se sentiram magnetizados um pelo outro. Os dois ficaram apaixonados, um caso de amor a primeira vista. O tropeiro chamava-se Joaquim, estava conduzindo gado do sul de Minas para uma fazenda em São Paulo.
Dali em diante o tropeiro jamais parou de pensar na moça das flores. Com ela aconteceu o mesmo. Era raro ele entregar mercadorias ou gado naquela região mas, depois da fulminante paixão, ele passou a alterar alguns itinerários somente para vê-la. Da parte dela, vivia contando os dias.
Havia um abismo entre ambos. A moça das flores era rica, o pai (um autoritário português) não permitia o namoro de sua única filha com um tropeiro. Tanto Francisca quanto Joaquim tinham conhecimento da realidade, ainda assim ele pediu permissão para namorá-la, sem sucesso.
A moça das flores tinha esperança que seu pai pudesse voltar atrás, com o tempo, mas isto não aconteceu. Ela disse para sua mãe Thereza que iria para um convento, se tornaria uma freira se não casasse com o tropeiro. Não desejava outra pessoa a não ser ele. O recado foi transmitido ao pai, que preferia ver a filha reclusa, se assim ela decidisse. Por precaução paterna, o tropeiro foi proibido de chegar perto do casarão. Se fosse apanhado na região seria alvejado com a certeira pontaria do português Antonio. A espingarda tinha inúmeras serventias para ele, inclusive espantar indesejados.
Alguns meses se passaram, até que certo dia o tropeiro recebeu uma encomenda especial para entregar justamente na fazenda do português Antonio. A carga era de querosene, sal , trigo, sementes e algumas ferramentas O português não gostou de encontrar-se novamente com o tropeiro Joaquim. Foi objetivo, conferiu a encomenda, pagou a importância negociada e ordenou que o tropeiro Joaquim partisse rapidamente. Com um jeito bem humilde, o tropeiro solicitou ao português permissão para repousar algumas horas, alegou que estava cansado, seu cavalo e mulas também. Foi atendido a contragosto.
Era a oportunidade caída dos céus. O tropeiro instalou-se em um local reservado, e enquanto descansava , imaginou inúmeras possibilidades para conversar com sua amada. Como ele conhecia os costumes dela, sabia que em um determinado momento ela iria apanhar seu cavalo no estábulo para buscar flores.
Com muita cautela o tropeiro conseguiu aproximar-se dela. Coração acelerado, ansioso, mesmo assim conseguiu declamar uma poesia de amor para ela. E depois disse que a amava mais que tudo, desejava casar, ter filhos, fez as juras de amor de um apaixonado. A moça das flores ficou com a face avermelhada, as pernas ficaram tremulas e o coração palpitava desesperadamente. Ela nem conseguia falar, não precisava. Diante da recíproca daquele amor, o tropeiro sugeriu algo para ela :
- Vamos fugir Francisca ? Ela respondeu ...“sim”!
A solução para a união daquele amor havia sido encontrada, não havia outro jeito, tinha que ser imediatamente. Como na fazenda todos tinham o costume de adormecer cedo para economizar querosene das lamparinas, assim que sentiu ser o momento adequado, a moça das flores pulou por uma janela, se acomodou no cesto de uma das mulas do tropeiro, saíram da fazenda sem alarde. Ninguém percebeu, a não ser horas depois, quando os dois estavam a léguas de distância. Na época foi um escândalo.
Para quem não sabe, os cestos artesanais (cassuá, jacá) eram muito utilizados para entregar mercadorias. Eram confeccionados com fibras resistentes, suportavam peso. Alguns eram revestidos com couro, para que as encomendas não ficassem visíveis.
Francisca “a moça das flores” foi deserdada, nunca mais teve contato com seu pai e sua mãe. Foi o preço que pagou para estar ao lado de seu amor. Dizem que os dois tiveram muitos filhos, constituíram um lar feliz, na base do respeito e amor. Os dois se fixaram em Minas Gerais, na região de Alfenas, Paraguaçu. Dizem que por lá existem jardins maravilhosos !
autora Marina Gentile
Postado por Garganta Magalhaes às 03:11 0 comentários
À MARGEM DA MARGEM
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010AUGUSTO em OITENTAÇÃO
Jomard Muniz de Britto, JMB
Primeiro a FOLHA de SP comemorou, com o
neologismo acima, os 80 de Décio Pignatari.
Agora é hora e vez da Balada Literária, criação
EXtasiante de Marcelino Freire, anunciar para
2011 os oitenta maiores desafios por Augusto
de Campos. EX-TUDO. PÓS-TUDO.
INVENÇÃO para todos e, como sempre, por
ninguém do rol dos recatados. MUDAR.
Pai e filho, Cid Campos, sua banda, e a mais
fina estampa da mãe Lígia na platéia.
Desafios em múltiplas CONCRETUDES do
olhouvido, intersemiose de linguagens, no
palco da Biblioteca Alceu Amoroso Lima.
Por que À MARGEM DA MARGEM?
-"Díspares. Diversos. Dispersos.O que
têm eles em comum? A marginalidade dos q
buscaram caminhos não balizados, abriram
sendas novas, estranhas ao território habitual
da poesia ou da literatura". Quereres.
Dissonância dos sociologismos aguçados pelo
nacional-popular, pelas infraestruturas
regionalistas e cosmopolitismos
tão melancólicos quão ilusionistas.
À margem dos saudosos surrealismos,
dos hiperrealismos televisivos, querer MUDAR.
TENSÃO DE PALAVRAS-COISAS NO
ESPAÇO-TEMPO. Rupturas deflagradas de
1956 desacatando o coral dos automatismos.
Agora, mineiros do Chile percorreram o mundo
em lição de concreta solidariedade.
Dentro e fora da sociedade do espetáculo.
Raridades bibliófilas concedidas por Letícia e
José Paulinho Cavalcanti para a superexposição
de Fernando Pessoa no Museu da Língua
Portuguesa. Tudo mudando.
Transposições libertárias do WikiLeaks sempre
bem interpretadas por Joaquim Falcão.
Contra a mudez dos medrosos democratas.
AQUELE ABRAÇO em louvor da dialética da
amorosidade mutante-intergeracional.
Recife, dezembro 2010
Postado por Garganta Magalhaes às 03:41 0 comentários
HUMANSCAPES...
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010HUMANSCAPES...
Nós que fizemos o Arte na Escola, estivemos no Centro Cultural dos Correios(29/10) e vimos o trabalho de Fernando Ferreira de Araújo,esse Caruaruense,que morou um tempo em Nova York....e entre os professores causou inquietações,alguns perguntavam “o que significa essas abstrações?”,gostei das cores,etc. Isso mostrou que sua Mostra HUMANSCAPES, causou sensações,impactos...em mim particularmente,capturou minha imaginação,como se ela escorresse dentro de um sonho através de suas cores intensas em um momento pensei ter visto Bob Dylan e essa ruptura com o mundo real,essas metáforas pintadas com um gosto onírico,uma espécie de mimese concreto com seus signos e que nos leva a uma sinestesia-poética,esse processo de desconstrução ante a percepção das formas como em “ My Marilyn is a Drag”, que nos releva o mito derramado na poética urbana do Modernismo,lamentamos apenas a Mostra não circular pelos nossos in(teriores),mas quem foi ver,ficou com todas as imagens tatuada em suas paisagens da mente.
Postado por Garganta Magalhaes às 03:56 1 comentários

























